sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Escutar ou ouvir ?

O assunto desta semana na Mesa é relacionamento - casamento - convivência. Segunda-feira (08) comemoramos 6 meses de casados, e não que estejamos em crise, apesar dos primeiros meses serem os mais difíceis. Mas eu adoro estudar o comportamento humano, principalmente em se tratando de relacionamento amoroso. Não sou nenhuma expert e muito menos uma profissional, mas se tornou um hobby. Leio muito, escuto muito mais, converso, analiso, discuto experiências e o objetivo disso tudo: eu aprendo cada vez mais. Com isso, especialmente esta semana, li muitas coisas e me lembrei de um e-book (acabei de encomendar o livro) que eu vou ler pela 2ª vez, antigo já: "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus".
Recomendo, acho ótimo.
O autor inicia o livro de forma genial, ele toca exatamente no ponto. Saber escutar. Muita gente ouve, mas não escuta. Você sabe qual a diferença? No dicionário, a diferença entre ouvir e escutar é contrária do que eu imaginava.

ESCUTAR, v.tr.dir. Dar atenção a, tornar-se atento para ouvir; perceber.

OUVIR, v.tr.dir. Perceber o sons pelo sentido do ouvido.


"... Enquanto eu estava fora, ela ficou sem analgésicos. Em vez de me ligar no consultório, pediu a um dos meus irmãos, que estava nos visitando, para comprar mais. Meu irmão, no entanto, não retornou com os comprimidos. Conseqüentemente, ela passou o dia todo com dores, cuidando de um recém nascido. Eu não tinha a menor idéia de que seu dia tinha sido tão terrível. Quando voltei para casa,ela se encontrava muito perturbada. Eu interpretei mal a causa de seu sofrimento e achei que estivesseme culpando. Ela disse, "Fiquei com dores o dia todo... fiquei sem remédio. Estou encalhada na cama e ninguém liga!". Eu reagi defensivamente, "Por que você não me ligou?". Ela respondeu, "Eu pedi a seu irmão, mas ele se esqueceu! Estou esperando por ele o dia todo. O que devo fazer? Mal posso andar. Eu me sinto tão desamparada!" Nesse ponto eu explodi. Meu pavio também estava muito curto aquele dia. Eu estava com raiva porque ela não me havia ligado. Fiquei furioso porque ela estava me culpando quando eu nem sabia que estava com dores. Depois de trocar algumas palavras ásperas, eu me dirigi à porta. Eu estava cansado, irascível, e já tinha ouvido o bastante. Nós tínhamos ambos alcançado nossos limites. Aí alguma coisa começou a acontecer que mudaria minha vida. Bonnie falou, "Pare, por favor, não vá. Essa é a hora em que eu mais preciso de você. Eu estou com dores. Eu não durmo há dias. Por favor, me ouça". Eu parei por um minuto para ouvir. Ela falou, "John Gray, você só sabe ser amigo nas horas boas! Desde que eu seja a doce, a amável Bonnie, você está aqui para mim, mas logo que eu deixo de sê- lo, você sai por aquela porta". Então ela fez uma pausa, e seus olhos se encheram de lágrimas. Enquanto seu tom mudava, ela disse, "Agora mesmo eu estou com dores. Eu não tenho nada para dar, é quando eu mais preciso de você. Por favor, venha até aqui e me abrace. Você não precisa dizer nada. Eu só preciso sentir seus braços em volta de mim. Por favor, não vá". Eu me aproximei e silenciosamente abracei-a. Ela chorou nos meus braços. Depois de alguns minutos, me agradeceu por não ter ido embora. Ela me contou que só precisava me sentir abraçando-a. Naquele momento eu comecei a me dar conta do verdadeiro significado do amor incondicional. Eu sempre me considerara uma pessoa amável. Mas ela estava certa. Eu tinha sido até então um amigo das horas boas. Se ela estivesse feliz e agradável, eu a amava de volta. Mas se ela estivesse infeliz ou perturbada, eu me sentia culpado e então discutia ou me distanciava. Naquele dia, pela primeira vez, eu não a deixei. Eu fiquei, e foi ótimo. Eu consegui me dar quando ela realmente precisava de mim. Isso me pareceu amor de verdade. Se importar com outra pessoa. Confiar no nosso amor. Estar lá na sua hora de necessidade. Eu me maravilhei com a facilidade que tive para ampará-la quando me foi mostrado o caminho. Como eu tinha deixado isso escapar? Ela só precisava que eu me aproximasse e a abraçasse. Outra mulher teria instintivamente reconhecido o que a Bonnie precisava. Mas como um homem, eu não sabia que tocar, abraçar e ouvir eram tão importantes para ela. Reconhecendo essas diferenças, eu comecei a aprender uma nova maneira de me relacionar com a minha esposa. Eu jamais teria acreditado que nós pudéssemos resolver nossos conflitos tão facilmente ..."

Escutem seu companheiro (a). Sempre.

Tenham um ótimo final de semana, sejam felizes e amem muito !!! Beijos.

7 comentários:

Anônimo disse...

Oi Van!! Genial este post. Acho que a maioria dos casamentos acabam por falta de conversa, por falta de escutar um ao outro! Meu esposo e eu sempre nos escutamos quando sentimos algo errado. Talvez por isso discutimos tão pouco...AMÉM! Bjks!!

Anônimo disse...

Eu e o meu marido sempre conversamos... nunca fomos dormir um chateado com o outro.. acho que isso acaba desgastando o casamento. Sempre falamos a verdade e o que estamos sentindo. Isso e muito legal! Estamos muito felizes!
Bjsss

Anônimo disse...

OI Vanzinha... adorei o Post... Fiquei até com vontade de ler o livro... Aliás, acho que o tenho em casa... hehehe... Acho que pior do que a gente não escutar o companheiro é não nos escutarmos, pois as vezes falamos coisas impensadas e que magoam os outros.

Mil Bjocas.

Alícia.

Roseli Gomes disse...

Boa Tarde Van!!!

Humilde??
Nenhum BLOG o é - afinal, tem nossa alma não é mesmo?????

Um beijo você merece!!

Risos

Roseli Gomes disse...

Boa Noite Van!!!

Nenhum BLOG é humilde, desde que tenha alma do criador...

Um beijo

Daniela Freitas disse...

Oi Van,

Obrigada pela “visita” !!!!

Bjs,

Eliana Luz disse...

Nossa que post lindo. Adorei.Acho que todo casal passa por um momento desse.